ESTUDO DE LABORATÓRIO SOBRE LINFOMAS X PRÓTESES

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ESTUDO  SOBRE LINFOMAS:

PARECER MÉDICO ALLERGAN ALCL MARÇO 2015
O que é o Linfoma Anaplásico de Grandes Células (ALCL)?
O ALCL é um tipo de linfoma. O linfoma é um câncer do tecido linfático categorizado como
Linfoma de Hodgkin (HL) ou Linfoma não‐Hodgkin (NHL). Ambos podem ocorrer em crianças e
adultos com prognóstico e tratamento que dependem do tipo e estágio do câncer. O ALCL é
uma forma rara de Linfoma não‐Hodgkin e pode envolver uma série de tecidos, tais como
linfonodos, pele e mamas.
ALCL Associado ao Implante Mamário (BIA‐ALCL)
O ALCL nas mamas é extremamente raro e pode ocorrer em mulheres com e sem implantes.1
Embora a causa do ALCL em mulheres com próteses mamárias ainda não seja clara, os dados
disponíveis sugerem que pode haver uma relação com tais implantes.1,2
A apresentação clínica do ALCL associado ao implante mamário (BIA‐ALCL) é diferente do ALCL
sistêmico e deve permitir uma categorização separada na classificação da OMS.3 O BIA‐ALCL
parece ter um curso mais indolente do que outros tipos de ALCL e frequentemente regride após
a remoção do implante e cápsula, sem necessidade de tratamento sistêmico adjuvante.4
O ALCL não deve ser confundido com carcinoma primário da mama.
Os dados epidemiológicos do câncer de mama e linfoma são os seguintes:
 Câncer de mama: 124,6 casos novos por 100.000 mulheres por o ano nos EUA5
 NHL: 19,7 casos novos por 100.000 mulheres por o ano nos EUA6
 ALCL: 1 caso novo por 500.000 mulheres por o ano nos EUA6
 ALCL (Mama): 3 casos novos por 100 milhões de mulheres por ano nos EUA1,7
Descrito inicialmente por Keech & Creech em 19978, uma revisão recente da literatura indicou
que o BIA‐ALCL foi documentado em 27 estudos, apresentando 54 casos novos.2 Para fins de
contextualização, o número total de implantes mamários no mundo todo durante este período
foi estimado em 10 milhões.1
O BIA‐ALCL não é exclusivo a próteses de um fabricante, tipo de dispositivo nem à indicação do
procedimento, seja estético ou reconstrutivo. 1,4,9‐14
Quais são as implicações?
Uma investigação feita pela Agência Federal de Administração de Alimentos e Medicamentos
dos EUA (FDA) publicada em janeiro de 2011 concluiu que a associação entre implantes
mamários e o ALCL pode existir, mas que a incidência desta doença é muito baixa tornando a
determinação de uma relação causal muito difícil.1
Porque o ALCL é tão raro, um estudo definitivo deveria coletar dados de centenas de milhares
de mulheres por mais de 10 anos. Ainda assim, a casualidade poderia não ser estabelecida
conclusivamente.1
De acordo com a FDA, “O ALCL é uma condição muito rara; e quando ocorreu, esteve
identificado mais frequentemente a pacientes que submeteram‐se a cirurgias de revisão tardia
de implante, e seroma persistente. Por ser tão raro e identificado com mais frequência em
pacientes com início tardio de sintomas, tais como dor, protuberâncias, inchaço ou assimetria,
é improvável que uma maior triagem de pacientes assintomáticos mudasse seus resultados
clínicos. A FDA não recomenda a remoção profilática do implante nos pacientes sem sintomas
ou o outra anormalidade. ” 1
A despeito de artigos recentes da mídia, a Agência Nacional Francesa para Medicamentos e
Segurança de Produtos da Saúde (ANSM) indicou que nenhuma ligação causal pode ser
estabelecida entre qualquer fabricante do implante e a ocorrência de ALCL. A ANSM reconhece
que há uma maioria de casos de ALCL que envolvem implantes texturizados, mas este tipo de
superfície é responsável também pela maioria dos implantes na França e outros casos de ALCL
foram observados também em implantes lisos.15
O que a Allergan sabe sobre a incidência de BIA‐ALCL?
• A Allergan mantém um registro para BIA‐ALCL revendo ativamente publicações da
literatura, monitorando bases de dados públicas e coletando relatos de pacientes e
médicos com o programa de vigilância pós‐mercado da empresa. Este registro
documenta todos os casos de BIA‐ALCL informados à Allergan a despeito do fabricante
do implante. Nos últimos 20 anos o registro coletou 190 casos confirmados e suspeitos
de BIA‐ALCL (até 08 março 2015).16
• Colocando esses números em perspectiva, estima‐se que 4,66 milhões de mulheres
receberam implantes da Allergan até 2014. O número de casos de BIA‐ALCL nos
pacientes com implantes Allergan resulta em uma taxa estimada reportada de
aproximadamente 2,77 por 1 milhão de pacientes nos anos de exposição. Novamente, o
BIA‐ALCL é uma doença extremamente rara.16
O que a Allergan está fazendo para investigar o BIA‐ALCL?
 A Allergan relata todos os casos, confirmados ou suspeitos, às agências reguladoras de
acordo com as exigências de cada país.
 Anualmente o resumo desses relatórios de caso são fornecidos às várias agências
reguladoras em todo o mundo.
 A Allergan coopera com todas as investigações das agências reguladoras e é transparente
com os dados de ALCL potencialmente associados aos seus implantes.
 Para melhor compreender a etiologia, diagnóstico e tratamento apropriado para o BIAALCL,
a Allergan apoiou diversos painéis de especialistas:
 Em 2010, a Allergan recomendou e apoiou o estabelecimento de um painel
independente de especialistas das Sociedades Americanas de Cirurgia Plástica (ASPS e
ASAPS) e de suas Fundações Educacionais (PSEF e ASERF)
 Em 2012 e 2013, a Allergan reuniu hematopatologistas para desenvolver orientações
sobre o envio de espécimes para a avaliação, bem como identificar atividades para
melhor educar patologistas e oncologistas no diagnóstico e tratamento.
 Em 2011 e outra vez em 2014, a Allergan concedeu uma bolsa independente à RAND
Corporation para custear painéis específicos de orientação em BIA‐ALCL, executar
revisões sistemáticas da literatura e atualizar recomendações para a avaliação,
tratamento, e acompanhamento de mulheres que apresentam o BIA‐ALCL.2,4,11,17
 A Allergan conduziu testes in‐vitro para investigar as teorias relacionadas às causas base
do BIA‐ALCL
 A Allergan apoia a pesquisa independente em organizações mundialmente reconhecidas de
pesquisa ao câncer com bolsas irrestritas de pesquisa. 2,17
Como o BIA‐ALCL é diagnosticado?
Seromas crônicos ou inexplicados nas mamas ocorrendo após 1 ano da data do implante devem
ser investigado através de ultrassonografia, e punção com coleta de amostra para cultura,
citologia, citometria de fluxo e análise em bloco. Todas as amostras de tecido devem ser
enviadas para a análise imuno‐histoquímica, incluindo o teste para CD30 e ALK (anaplastic
lymphoma kinase), e os espécimes devem ser revistos por um hematopatologista com
experiência em diagnóstico de ALCL.5
Qual é o tratamento adequado?
Se o ALCL em uma mulher com implante mamário estiver confinado à cápsula peri‐implante e
nenhuma massa estiver presente, as recomendações atuais de consenso geral sugerem a
remoção do implante e completa excisão da cápsula, sem a necessidade de tratamentos
adicionais. As recomendações do FDA recomendam que os médicos desenvolvam um plano
individualizado de tratamento em coordenação com a equipe multidisciplinar do paciente. 1,4,18
Que eu faço se um Cirurgião me perguntar sobre ALCL?
Se a pergunta for relacionada a um paciente, por favor relate o caso (dentro de 24 horas):
 Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800‐7717174
Para pedidos de informação médica, contate: SP‐BRMedInfo@allergan.com
Referências:
1. US Food and Drug Administration. Anaplastic Large Cell Lymphoma (ALCL) In Women with Breast
Implants: Preliminary FDA Findings and Analyses (2011)

http://www.fda.gov/downloads/MedicalDevices/ProductsandMedicalProcedures/ImplantsandProsthetics

/BreastImplants/UCM240003.pdf.
2. Gidengil CA, Predmore Z, Mattke S. Breast implant‐associated anaplastic large cell lymphoma: a
systematic review. Plast Reconstr Surg. 2015 [ahead of print].
3. Thompson PA, Lade S, Webster H et al. Effusion‐associated anaplastic large cell lymphoma of the breast:
time for it to be defined as a distinct clinicopathological entity. Haematologica. 2010; 95: 1977‐1979.
4. Kim B, Predmore ZS, Mattke S, van Busum K, Gidengil CA. Breast implant‐associated anaplastic large cell
lumphoma: updated results from a structured expert consultation process. Plast Reconstr Surg. Global
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5. SEER Cancer Statistics Factsheets: Breast Cancer. National Cancer Institute. Bethesda, MD,
http://seer.cancer.gov/statfacts/html/breast.html (accessed December 17, 2014)
6. SEER Cancer Statistics Factsheets: Non‐Hodgkin Lymphoma. National Cancer Institute. Bethesda, MD,
http://seer.cancer.gov/statfacts/html/nhl.html (accessed December 17, 2014)
7. Altekruse SF, Kosary CL, Krapcho M, Neyman N, Aminou R, Waldron W, Ruhl J, Howlader N, Tatalovich Z,
Cho H, Mariotto A, Eisner MP, Lewis DR, Cronin K, Chen HS, Feuer EJ, Stinchcomb DG, Edwards BK (eds).
SEER Cancer Statistics Review, 1975‐2007, National Cancer Institute. Bethesda, MD,
http://seer.cancer.gov/csr/1975_2007/, based on November 2009 SEER data submission, posted to the
SEER web site, 2010
8. Keech JA, Creech BJ. Anaplastic T‐cell lymphoma in proximity to a saline‐filled breast implant. Plast
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9. Jewell M , Spear SL, Largent J, Oefelein MG, et al. Anaplastic large T‐cell lymphoma and breast implants: a
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Breast Implants: A New Clinical Entity. Clin Breast Cancer. 2011; 11:283‐96.
11. Kim B, Roth C, Chung KC et al. Anaplastic Large Cell Lymphoma and Breast Implants: A Systematic Review.
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15. ANSM, INCa, and French Ministry of Women’s Rights, Health, and Welfare. QUESTIONS‐REPONSES:
Femmes porteuses ou ex‐porteuses de prothèses mammaireset survenue de lymphomes anaplasiques à
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