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Cirurgia
após grandes emagrecimentos
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Após
grandes emagrecimentos, seja por cirurgia de redução gástrica
ou espontaneamente, ocorre perda drástica do volume de gordura
em todo o corpo. A diminuição dessa gordura, que antes
provocava o estiramento da pele e a perda de sua elasticidade, gera
um abaulamento das áreas mais propensas à flacidez, como
o abdômen, a face interna das coxas e a porção interna
dos braços.
A dermolipectomia abdominal, de coxas, ou a braquial (do braço)
visa retirar este excesso de pele, proporcionando um contorno mais natural
e menos flácido. Ainda podem ser necessárias retiradas
de pele em outros locais, nos casos de emagrecimento muito acentuado,
como nos culotes e costas.
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As
cirurgias são feitas com as técnicas habituais, retirando
o excesso de pele e reorganizando os músculos, nos casos indicados.
Na abdominoplastia pós-emagrecimento, muitas vezes optamos por
uma incisão do tipo âncora (longitudinal mediana em todo
o abdômen, e semicircular no abdômen
inferior), pois ela nos permite retirar também o excesso de pele
nas laterais do abdômen,
e porque a maior parte dos pacientes já apresenta uma cicatriz
longitudinal no abdome superior (acima do umbigo).
A dermolipectomia dos braços pode ser feita com um cicatriz posicionada
apenas na axila, ou, nos casos de flacidez mais severa, a cicatriz se
estende longitudinalmente na face interna dos braços até
o cotovelo.
Da mesma forma, na dermolipectomia das coxas, a retirada de pele pode
ser feita apenas através de uma cicatriz na região da
virilha até o sulco glúteo, e, nos casos mais severos,
uma cicatriz longitudinal na face interna da coxa que se estende da
virilha ao joelho.
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A
anestesia é geral para a dermolipectomia dos braços,
peridural para a das coxas e abdômen.
Dura aproximadamente o tempo da cirurgia.
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Quanto
tempo dura a cirurgia?
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Aproximadamente
3 horas nas cirurgias de braço e abdômen
e 4 horas nas cirurgias de coxa.
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Quanto
tempo dura a internação?
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De
12 a 24 horas.
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Em
geral é bem tolerado. Raramente é doloroso.
O paciente deverá ficar afastado de esforços por 30 dias.
Deve-se manter repouso relativo por aproximadamente 10 dias.
O abdômen
fica enfaixado nas primeiras 24 horas. Ultrapassado esse período
posiciona-se a cinta abdominal.
Na maioria das vezes permanece-se com um dreno abdominal por 5 dias.
Os braços e as coxas recebem a cinta no pós-operatório
imediato.
A dor é facilmente controlável com analgésicos
comuns.
Há necessidade de andar com o tronco levemente encurvado por
quinze dias.
São realizados curativos na cicatriz por 2 meses. É necessário
o uso de cinta apropriada, também por 2 meses.
A prática de esportes poderá ser retomada após
2 meses.
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As
complicações que ocorrem logo após a cirurgia (de
5 a 7 dias) são o hematoma, seroma e a infecção,
que têm taxas reduzidíssimas, quando observados todos os
cuidados pós operatórios prescritos.
Posteriormente pode ocorrer a abertura (deiscência) das cicatrizes
que está diretamente ligada ao repouso com os membros e abdômen.
Além disso, pode ocorrer rejeição aos pontos, formando
pequenos abscessos como em foliculites (pêlos encravados), sendo
facilmente sanados pelo médico.
Hipertorfia de cicatrizes (cicatrizes altas e avermelhadas) e quelóides
podem ocorrer, e são reações do próprio
indivíduo, podendo ser tratadas pelo médico.
Como todas as cirurgias, ainda existem os riscos anestésicos,
e sistêmicos (tromboembolismos, choque, etc.) que devem ser bem
pesquisados no pré- operatório, e que têm se tornado
cada vez menores com os avanços da medicina.
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Como
é o resultado definitivo?
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Em
torno de 1 mês ocorre a reabsorção de 80% do inchaço
(edema), dando boa noção de como a região ficará.
Do 30º dia ao 6º mês, a região ganha maior harmonia
e melhor consistência pelo acomodamento dos tecidos e da cicatriz.
As cicatrizes só são consideradas como definitivas após
o 12º mês.
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Consulte
no site a respeito de sua cirurgia específica.
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