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Dermolipectomia
(Cirurgia do abdômen)
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A
Dermolipectomia é a cirurgia realizada no intuito de corrigir
a flacidez da pele, do tecido gorduroso subcutâneo e dos músculos
do abdômen.
Essa flacidez ocorre comumente após gestações,
processos consecutivos de emagrecimento e engorda e com o próprio
envelhecimento dos tecidos.
Pode ser classificada em Dermolipectomia Abdominal Total ou Parcial
(Miniabdominoplastia), variando com a necessidade de ressecção
da pele e tecido gorduroso.
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Após
anestesia, realiza-se uma incisão transversal e arqueada (semilunar)
na pele da região inferior do abdômen. Procede-se o descolamento
da pele e tecido gorduroso subcutâneo da musculatura. Realiza-se
a cauterização dos vasos sangrantes. Corrige-se a flacidez
muscular através de uma plicatura (costura) da musculatura abdominal.
Retira-se o excesso de pele e tecido gorduroso. Na dermolipectomia total,
refaz-se a cicatriz umbilical.
Realiza-se sutura cuidadosa, reconstituindo os tecidos.
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Para
pessoas com flacidez de pele abdominal, associada ou não ao excesso
de gordura e à flacidez da musculatura abdominal.
Em casos de flacidez somente no abdômen inferior (abaixo do umbigo)
e pouca gordura acumulada, é indicada a Dermolipectomia Abdominal
Parcial (Miniabdominoplastia).
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Habitualmente,
a anestesia é peridural com sedação (medicações
venosas que propiciam o sono), mais raramente geral. Dura aproximadamente
o tempo da cirurgia.
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Quanto
tempo dura a cirurgia?
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Em
torno de 3 horas, nas cirurgias convencionais.
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Quanto
tempo dura a internação?
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Habitualmente,
24 horas.
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Em
geral é tranquilo. O abdômen fica enfaixado nas primeiras
24 horas, e ultrapassado esse período posiciona-se a cinta abdominal.
A dor é facilmente controlável com analgésicos
comuns. Na maioria das vezes, permanece-se com um dreno abdominal por
5 dias. Deve-se manter repouso relativo por aproximadamente 10 dias.
Há necessidade de andar com o tronco levemente encurvado por
15 dias. São realizados curativos na cicatriz por 2 meses, e
existe a necessidade do uso de cinta apropriada também por 2
meses.
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As
complicações que ocorrem logo após a cirurgia até
5 a 7 dias são o hematoma, seroma, a infecção e
as necroses de pele, que têm taxas reduzidíssimas, quando
observados todos os cuidados pós operatórios prescritos.
Deiscências (abertura de cicatrizes), cicatrizes inestéticas,
endurecimento local, dormência da parede abdominal, podem ocorrer,
sendo todas tratáveis.
Como todas as cirurgias, ainda existem os riscos anestésicos,
e sistêmicos (tromboembolismos, choque, etc.), que devem ser bem
pesquisados no pré- operatório, e que têm se tornado
cada vez menores com os avanços da medicina.
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Como
é o resultado definitivo?
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Em
torno de 1 mês ocorre a reabsorção de grande parte
do inchaço, dando uma noção de como o abdômen
ficará.
Do 30º dia ao 6º mês,
o abdômen ganha maior harmonia pela reabseorção
da fibrose (cicatrização interna que se forma em substituição
ao inchaço).
As cicatrizes só são consideradas como definitivas após
o 12º mês.
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Recomendações
pós-operatórias:
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1.
Alimentação
Após a cirurgia, deverá ser branda para evitar enjôos.
No dia seguinte. a dieta deve ser rica em fibras, em pequenas quantidades
a cada refeição para evitar a distensão gástrica.
2. Posições:
O
repouso é relativo, sendo maior no primeiro dia. Posteriormente,
são necessárias pequenas caminhadas dentro de casa.
Ao
dormir: de barriga para cima, com um travesseiro alto ou almofada debaixo
da cabeça e dos joelhos.
Ao
levantar-se: com ajuda, evitando esforço com a musculatura do
abdômen (na primeira semana).
Ao
caminhar: sempre com o tronco encurvado para frente, durante os primeiros
15 dias.
Não
carregar pesos, nos primeiros 15 dias.
Não
usar sapato de salto alto. Usar apenas sapatos baixos por no mínimo
2 meses.
3.
Banhos:
Os
curativos cirúrgicos não poderão ser molhados nos
primeiros 7 dias, de forma que o banho neste período deve ser
tomado de chuveirinho e com compressas úmidas.
4. Cuidados com o dreno:
Carregar
o dreno sempre abaixo do abdômen, evitando, assim, o retorno da
secreção drenada para dentro do mesmo.
Esvaziar
o dreno uma vez ao dia: fechar o tubo através da válvula
presente no mesmo. Desconectar o sistema da bolsa coletora e esvaziá-la.
Comprimir a bolsa coletora e fechar o sistema com a mesma comprimida.
Só então abrir novamente a válvula.
5. Cintas e corpetes:
Devem ser usados ininterruptamente. Se for necessário lavá-los,
retirar os mesmos em posição deitada e assim permanecer,
até que os mesmos se encontrem secos para serem recolocados.
6. Medicação:
Serão prescritos antinflamatórios e analgésicos
comuns, por um período médio de 5 dias. Em alguns casos,
pode haver necessidade de antibióticos.
7. Retornos:
O primeiro retorno se faz após 5 dias da cirurgia para a retirada
do dreno. Retorna-se novamente com 7 dias de pós-operatório,
e a partir de então, os retornos são semanais por 30 dias,
quinzenais até o 2º mês, e mensais até o 4º
mês. Essas freqüências podem ser alteradas de acordo
com a necessidade clínica.
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