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Lipoaspiração
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A
Lipoaspiração é uma cirurgia para a redução
do volume de gordura em áreas localizadas do corpo, conferindo
ao paciente um melhor contorno corporal. Desde o seu surgimento, há
cerca de 20 anos atrás, a Lipoaspiração vem evoluindo
gradativamente. Hoje, é considerada um dos maiores avanços
da cirurgia plástica. A lipoaspiração não
é feita para perder peso, pois a maior mudança se dá
na silhueta corporal, e não balança.
Através
de incisões mínimas, é feita a retirada de quantidades
maiores de tecido gorduroso com menos trauma, propiciando a modelagem
do corpo, com rapidez de recuperação. Os
melhores resultados são obtidos quando o paciente apresenta gordura
localizada, mais comumente abdome, cintura, culotes, submentual (pescoço).
A
gordura é "sugada", usando-se cânulas: tubos
que variam de calibre, com diâmetros entre 2 e 6 mm., sendo a
sua ponta no formato ogival, semelhante à ponta de um dedo, contendo
um ou mais furos na sua lateral. Com essa forma de cânula, reduz-se
o risco de danos a vasos, nervos e órgãos.
Cirurgias em áreas extensas e grandes volumes têm maior
probabilidade de deixar irregularidades, além de complicações
sistêmicas.
A diferença entre a Lipoaspiração e a Lipoescultura
é que, na segunda, parte da gordura aspirada é usada para
enxertar áreas em que se precisa um maior preenchimento (glúteo,
sulcos da face, etc.). A Lipoaspiração deve ser sempre
tratada como todas as cirurgias, com todos os cuidados de esterilização
e de anti-sepsia que cercam um ato cirúrgico.
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Após
anestesia, realizam-se pequenas incisões (1 a 2 cm de extensão)
que ficam escondidas nas dobras naturais da pele, próximas ao
local a ser aspirado.
Infiltra-se no local a ser aspirado uma solução composta
basicamente por soro fisiológico à temperatura corporal.
Inicia-se o procedimento com a introdução das cânulas
através das pequenas incisões e com elas realizando movimentos
repetidos de ir e vir. Essas cânulas ficam conectadas a um aparelho
que promove o vácuo. Assim as cânulas entram no tecido
gorduroso e aspiram a gordura por onde passam.
Após a aspiração da quantidade indicada, fecham-se
as pequenas incisões através de pontos, e é realizado
curativo compressivo local (enfaixamento e cintas).

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Para
pessoas com excesso de tecido gorduroso localizado.
A lipoaspiração pode ser realizada em pessoas que estejam
acima do seu peso ideal, mas nunca no intuito de emagrecê-las,
mas apenas de retirar proeminências gordurosas.
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Habitualmente,
a anestesia é peridural com sedação (medicações
venosas que propiciam o sono), mais raramente geral. Dura aproximadamente
o tempo da cirurgia.
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Quanto
tempo dura a cirurgia?
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Varia
de acordo com a área a ser lipoaspirada. Geralmente, em torno
de 2 horas para uma lipoaspiração abdominal ou de culotes.
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Quanto
tempo dura a internação?
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De
12 a 24 horas, variando com a extensão da área lipoaspirada.
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Geralmente
há edema (inchaço) e equimoses (manchas roxas), que somem
sozinhos em 21 dias. É moderadamente doloroso, porém controlável
com analgésicos e antiinflamatórios habituais.
Recomenda-se a manutenção de repouso relativo por, em
média, uma semana. Utilizam-se cintas compressivas por 45 a 60
dias.
Durante o 1º mês o paciente apresenta notável melhora
do edema, quando então passa a notar endurecimento na área
operada, decorrente da cicatrização interna (fibrose).
Este endurecimento melhora progressivamente durante o 2º e 3º
mês, época na qual ocorre uma maior retração
da pele.
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As
complicações são o hematoma, seroma, a infecção,
irregularidades, as necroses de pele, as cicatrizes hipertróficas.
Suas taxas são reduzidíssimas, quando observados todos
os cuidados pós-operatórios prescritos.
O seroma, a complicação mais comum em grandes lipoaspirações,
é o acúmulo de um líquido claro na região
operada, formando como uma "bolsa de água". Nestes
casos procede-se ao esvaziamento através de punções,
com resolução do problema e sem prejuízo do resultado.
Existem complicações mais graves, como perfurações
abdominais, trombose e tromboembolismo pulmonar, complicações
anestésicas. Essas complicações têm sido
cada vez menos freqüentes com a evolução das técnicas
e da medicina.
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Como
é o resultado definitivo?
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Em
torno de 1 mês ocorre a reabsorção de grande parte
do inchaço, dando uma noção de como a área
operada ficará.
No entanto, ainda haverá a fibrose (cicatrização
interna) que pode deixar a região aspirada endurecida e, às
vezes, irregular. Ela cederá naturalmente cessando por completo
em torno de 4 meses.
A utilização de drenagem linfática pós-operatória
(massagens especializadas) reduz o inchaço, a formação
de fibrose e agiliza a recuperação pós-operatória.
As cicatrizes só são consideradas como definitivas após
o 12º mês.
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Recomendações
pós-operatórias:
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1.
Alimentação
A alimentação após a cirurgia deverá ser
branda para evitar enjôos. No dia seguinte, a dieta deve ser rica
em fibras em pequenas quantidades a cada refeição, para
evitar a distensão gástrica.
2. Posições:
O
repouso é relativo, sendo maior no primeiro dia. Posteriormente,
são necessárias pequenas caminhadas dentro de casa.
Ao
dormir: de barriga para cima, com um travesseiro alto ou almofada debaixo
da cabeça e dos joelhos.
Ao
levantar-se: com ajuda, evitando esforço (na primeira semana).
Não
carregar pesos, nos primeiros 15 dias.
3.
Banhos:
Os curativos cirúrgicos não poderão ser molhados
nos primeiros 7 dias, de forma que o banho neste período deve
ser tomado de chuveirinho e com compressas úmidas.
4.
Cintas e corpetes:
Devem ser usados ininterruptamente por, em média, 60 dias. Se
for necessário lavá-los, retirar os mesmos em posição
deitada e assim permanecer, até que os mesmos se encontrem secos
para serem recolocados.
5. Medicação:
Serão prescritos antiinflamatórios e analgésicos
comuns, por um período médio de 5 dias. Em alguns casos,
pode haver necessidade de antibióticos.
6. Retornos:
Os retornos são semanais por 30 dias e mensais até o 4º
mês.
Essas freqüências podem ser alteradas de acordo com a necessidade
clínica.
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