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Prótese
de mama (Mamoplastia de aumento)
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A
mamoplastia de aumento é a cirurgia realizada no intuito de aumentar
o tamanho e volume de uma ou ambas as mamas. Atualmente é realizada,
basicamente, através da inclusão de próteses de
silicone sob as mamas.
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Após
anestesia, realiza-se uma incisão na pele da região da
mama. Confecciona-se a loja onde a prótese ficará através
da dissecção dos tecidos (mais freqüentemente atrás
da mama-glândula, ou atrás do músculo peitoral).
Realiza-se a cauterização dos vasos sangrantes. Coloca-se
a prótese através da incisão na loja preparada.
Realiza-se sutura cuidadosa, reconstituindo os tecidos.
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Onde
é colocada a prótese?
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Através
das incisões, local onde ficará posicionada a futura cicatriz.
As mais freqüentes são:
Periareolares (no
entorno inferior da aréola)
Inframamárias
(no sulco mamário inferior)
Axilares

Quanto
ao posicionamento, podem ficar:
entre
a glândula mamária e o músculo peitoral
abaixo
do músculo peitoral
mais
raramente, em posições mistas (parte abaixo do músculo,
parte abaixo da glândula) ou abaixo da fáscia do músculo
peitoral (membrana que recobre o músculo).

A
escolha da localização do implante e das cicatrizes é
individualizada, de acordo com as indicações clínicas
e o desejo da paciente, durante a consulta. Pacientes com história
familiar (parentes) de câncer de mama são candidatas à
colocação do implante por debaixo do músculo, pois
as próteses, sobremaneira se colocadas abaixo da glândula,
dificultam a realização e interpretação
da mamografia (exame mais comum para se detectar o câncer de mama).
Já as atletas, que utilizam o músculo peitoral regular
e intensamente são candidatas à colocação
subglandular (entre a glândula e o músculo), pois a movimentação
vigorosa da musculatura pode levar, embora raramente, ao deslocamento
da prótese.
As próteses devem ser trocadas periodicamente (a cada 10 ou 15
anos).
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Pessoas
com pouca ou nenhuma glândula mamária (Hipomastias leves,
moderadas ou severas), desde que após 3 a 4 anos da primeira
menstruação (menarca).
Involução mamária pós parto ou amamentação.
Pequenas ptoses (quedas) mamárias acompanhadas de hipomastia.
Diferenças de tamanho entre as mamas (Assimetrias leves, moderadas
ou severas).
Reconstrução mamária após mastectomias.
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Habitualmente,
a anestesia é local com sedação (medicações
venosas que propiciam o sono); em alguns casos peridural, ou mais raramente
geral. Dura aproximadamente o tempo da cirurgia.
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Quanto
tempo dura a cirurgia?
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Em
torno de 2,5 horas, nas cirurgias convencionais.
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Quanto
tempo dura a internação?
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Habitualmente,
12 horas.
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Em
geral é tranqüilo. Ocorre uma sensação de peso
no local, que em 1 a 2 meses acaba. Quando a prótese é
colocada por debaixo da glândula há pouca ou nenhuma dor.
Nos casos de posicionamento submuscular (abaixo do músculo),
ocorre dor, facilmente contornada com analgésicos habituais.
A movimentação dos braços será limitada,
e liberada gradativamente. São realizados curativos na cicatriz
por 2 meses, e existe a necessidade do uso de sutiã apropriado,
também por dois meses.
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As
complicações que ocorrem logo após a cirurgia até
5 a 7 dias são o hematoma, seroma e a infecção,
que têm taxas reduzidíssimas, quando observados todos os
cuidados pós operatórios prescritos.
Posteriormente, pode ocorrer a formação de cápsula,
uma reação do organismo contra a prótese, que,
dependendo de sua espessura, pode deformar a prótese, havendo
necessidade de trocá-la.
Mais raramente, pode haver extrusão (exteriorização)
da prótese e infecções tardias.
Como todas as cirurgias, ainda existem os riscos anestésicos,
e sistêmicos (tromboembolismos, choque, etc.) que devem ser bem
pesquisados no pré-operatório, e que têm se tornado
cada vez menores com os avanços da medicina.
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Como
é o resultado definitivo?
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O
resultado imediato já é bastante satisfatório.
Em torno de 1 mês ocorre a reabsorção de 80% do
inchaço (edema), dando boa noção de como a mama
ficará. Do 30º dia ao 6º mês a mama ganha maior
harmonia e melhor consistência pelo acomodamento da prótese
aos tecidos.
As cicatrizes só são consideradas como definitivas após
o 12º mês.
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Recomendações
pós-operatórias:
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1.
Alimentação:
Após a cirurgia, deverá ser branda para evitar enjôos.
No dia seguinte a dieta é normal.
2. Posições:
O
repouso é relativo, sendo maior no primeiro dia. Posteriormente,
são necessárias pequenas caminhadas dentro de casa.
Ao
dormir: de barriga para cima, com um travesseiro alto ou almofada debaixo
da cabeça. Os braços devem ficar sempre juntos ao corpo.
Se necessário, amarrar uma faixa de roupão ao redor da
cintura. (tempo: durante 1 mês).
Ao
levantar-se: com ajuda, sem apoiar os braços para levantar (na
primeira semana).
Nos
primeiros 30 dias, manter os cotovelos sempre junto à cintura.
Após
os primeiros 30 dias, os cotovelos poderão ser levantados até
a altura dos ombros.
Após
60 dias a movimentação dos braços poderá
ser normal.
Não carregar pesos, nos primeiros
15 dias.
3. Banhos:
Os curativos cirúrgicos não poderão ser molhados
nos primeiros 7 dias, de forma que o banho neste período deve
ser tomado de chuveirinho e com compressas úmidas.
4. Cintas e corpetes:
Devem ser usados ininterruptamente. Se for necessário lavá-los,
retirar os mesmos em posição deitada e assim permanecer
até que os mesmos se encontrem secos para serem recolocados.
5. Medicação:
Serão prescritos antiinflamatórios e analgésicos
comuns, por um período médio de 5 dias.
6. Retornos:
Os retornos são semanais por 30 dias, quinzenais até o
2º mês, e mensais até o 4º mês.
Essas freqüências podem ser alteradas, de acordo com a necessidade
clínica.
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