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Mastopexia
e Mamoplastia redutora
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A
mamoplastia redutora é a cirurgia realizada no intuito de diminuir
e, se necessário, levantar as mamas hipertrofiadas (grandes).
Também pode ser utilizada para levantar as mamas que estão
com ptose (queda mamária).
A hipertorfia (aumento de volume) é hereditária, e pode
se acentuar durante a adolescência. A ptose mamária ocorre
pela quebra da relação conteúdo/continente das
mamas. O conteúdo das mamas é formado pela glândula
mamária e a gordura ao seu redor. O continente é o envoltório
de pele e tecido subcutâneo e é auxiliado na sustentação
por dois tênues ligamentos internos, que fixam a mama ao músculo
peitoral e à clavícula.
Dentre as causas da ptose (queda) estão:
A ação
da gravidade (que distende a pele e os tênues ligamentos mamários)
As hipertrofias
(que facilitam essa ação)
A diminuição
da quantidade de glândula e o aumento da gordura (processo natural
de envelhecimento da mama)
A gravidez e o aleitamento,
que geram períodos de aumento e diminuição do volume
das mamas
A obesidade seguida
de emagrecimento
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Hipertofia
mamária com ptose.
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Ptose
grau IV (grave) com
pouca ou nenhuma hipertrofia
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Após
anestesia, realiza-se a incisão que retira a quantidade de pele
excedente da mama. Faz-se a ressecção (retirada) do tecido
mamário em excesso quando necessário. Realiza-se um reposicionamento
da glândula e sua fixação. Realiza-se a cauterização
dos vasos sangrantes. Realiza-se sutura cuidadosa, reconstituindo os
tecidos.
O resultado final pode ser uma cicatriz periareolar acrescida de um
T invertido, um L invertido, um I, ou somente a cicatriz periareolar
dependendo do volume da mama e da flacidez de pele.

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Para
as pessoas com:
Hipertrofia
mamária - aumento das mamas (leves, moderadas ou severas), com
ou sem ptose, desde que após 3 a 4 anos da primeira menstruação
(menarca).
Involução
mamária pós-parto ou amamentação, com ptose
- queda mais acentuada, que não seja corrigível através
de colocação de próteses, ou quando a paciente
não deseje esse procedimento.
Ptoses
- queda - mamárias, com ou sem hipertrofia (aumento).
Diferenças
de tamanho entre as mamas (Assimetrias leves, moderadas ou severas),
com ou sem ptose.
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A
anestesia pode ser local, bloqueio intercostal, peridural ou local com
sedação. A escolha depende do volume das mamas: quanto
maiores, maior a necessidade de uma anestesia mais abrangente (geral
ou peridural).
Dura aproximadamente o tempo da cirurgia.
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Quanto
tempo dura a cirurgia?
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Entre
2 e 3 horas, variando de acordo com o volume das mamas.
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Quanto
tempo dura a internação?
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Habitualmente,
12 horas, podendo estender-se a 24 horas, nos casos de mamas muito volumosas.
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Em
geral é bem tolerado. Raramente é doloroso. A paciente
deve ficar afastada de esforços por 30 dias. Deve-se observar
as orientações de repouso com os braços para que
não ocorra abertura das cicatrizes. A movimentação
dos braços será muito limitada no 1º mês, e
liberada gradativamente. São realizados curativos nas mamas por
2 meses, e existe a necessidade do uso de sutiã apropriado também
por 2 meses. A prática de esportes poderá ser retomada
após 2 meses.
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As
complicações que ocorrem logo após a cirurgia até
5 a 7 dias são o hematoma, seroma e a infecção,
que têm taxas reduzidíssimas, quando observados todos os
cuidados pós operatórios prescritos.
Posteriormente, pode ocorrer a abertura (deiscência) das cicatrizes
que está diretamente ligada ao repouso com os braços.
Além dessa, pode ocorrer rejeição aos pontos, formando
pequenos abscessos como em foliculites (pêlos encravados), sendo
facilmente sanada pelo médico.
Hipertorfia de cicatrizes (cicatrizes altas e avermelhadas) e quelóides
podem ocorrer. Sãão reações do próprio
indivíduo, podendo ser tratadas pelo médico.
Como
todas as cirurgias, ainda existem os riscos anestésicos, e sistêmicos
(tromboembolismos, choque, etc.) que devem ser bem pesquisados no pré-operatório,
e que têm se tornado cada vez menores com os avanços da
medicina.
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Como
é o resultado definitivo?
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Em
torno de 1 mês ocorre a reabsorção de 80% do inchaço
(edema), dando boa noção de como a mama ficará.
Do 30º dia ao 6º mês a mama ganha maior harmonia e melhor
consistência pelo acomodamento dos tecidos e da cicatriz.
As cicatrizes só são consideradas como definitivas após
o 12º mês.
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Recomendações
pós-operatórias:
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1.
Alimentação:
Após a cirurgia, deverá ser branda para evitar enjôos.
No dia seguinte a dieta é normal.
2. Posições:
O repouso é relativo,
sendo maior no primeiro dia. Posteriormente, são necessárias
pequenas caminhadas dentro de casa.
Ao dormir: de barriga
para cima, com um travesseiro alto ou almofada debaixo da cabeça.
Os braços devem ficar sempre juntos ao corpo. Se necessário,
amarrar uma faixa de roupão ao redor da cintura. (durante 1 mês).
Ao levantar-se:
com ajuda, sem apoiar os braços para levantar (nos primeiros
15 dias).
Nos primeiros
30 dias, manter os cotovelos sempre junto à cintura.
Após
os primeiros 30 dias, os cotovelos poderão ser levantados até
a altura dos ombros.
Após
60 dias a movimentação dos braços poderá
ser normal.
Não
carregar pesos, nos primeiros 15 dias
3. Banhos:
Os curativos cirúrgicos não poderão ser molhados
nos primeiros 7 dias. O banho, neste período, deve ser tomado
de chuveirinho e com compressas úmidas.
4. Cintas e corpetes:
Devem
ser usados ininterruptamente. Se for necessário lavá-los,
retirar os mesmos em posição deitada e assim permanecer
até que os mesmos se encontrem secos para serem recolocados.
5.
Medicação:
Serão prescritos antinflamatórios e analgésicos
comuns, por um período médio de 5 dias.
6. Retornos:
Os
retornos são semanais por 60 dias, e mensais até o 4º
mês.
Essas freqüências podem ser alteradas de acordo com a necessidade
clínica.
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